Rangel, o terror e o Ens. Superior
«O cabeça-de-lista do PSD às europeias afirma num debate com alunos da Universidade do Minho que a Educação em Portugal vive o “período de terror”. Paulo Rangel responde desta forma ao seu adversário do PS, Vital Moreira, que considerou, num artigo no Público, que o Governo revolucionou este sector. O candidato social-democrata, que também é professor de Ciência Política, considerou que o Executivo de José Sócrates deixou a escola “em clima de guerra civil” em “grande instabilidade e perturbação”.
Paulo Rangel lembra que há um problema social de abandono no Ensino Superior, num País que tem um fraco investimento neste patamar de formação. Portugal, diz, está 50% abaixo da média europeia. O líder da lista do PSD ao Parlamento Europeu considera que o Ensino Superior sofre de “estrangulamento” e está sub-financiado, bem como a sua autonomia está posta em causa. Considera mesmo Vital Moreira “um dos rostos de um grande ataque à escola pública em Portugal”.»
In DN Online, por Paula Sá, 26 Maio 2009
O candidato Às Europeias do PSD parece estar já na fase "dizer aquilo que querem ouvir, mesmo que seja asneira". Desde acusar Vital Moreira pelo suposto estado caótico do Esnino Superior (!), passando pelo perigo da autonomia das instituições estar em causa (!), apesar de não explicar em que medida nem porquê e, muito menos, obviamente, a solução do PSD para esse perigo, até ao suposto fraco investimento no Ensino Superior em Portugal. Se em relação aos primeiros pontos o ridículo a que o Sr. Rangel se prestou escusa mais comentários, quanto a este último cabe referir pura demagogia que são as apalvras do candidato do PSD. A revolução a que o Sr. Rangel se refere era há muitos anos necessária no sector e só este Governo teve coragem de a implementar. Ela contempla exactamente a possibilidade de atracção de financiamento privado, obrigando as Instituições a um melhor aproveitamento dos recursos existentes e a modernizarem-se para atrair este mesmo investimento externo. Visa-se assim permitir uma gestão mais rigorosa e dar simultaneamente uma maior autonomia às Instituições. Aquela que o o Sr. Rangel acha que está em causa. Mas o que está, e sempre esteve, em causa é um debate sério, onde se diga verdade e não se ande a proclamá-la em outdoors e encontros para a seguir se enveredar tranquilamente pela demagogia pura, pelo discurso fácil e de "palmas garantidas".


Actualmente tem 0 comentários: comentários